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Números 11 - As murmurações dos israelitas / Moisés acha pesado seu cargo









Deixando a murmuração para agradar a Deus

Murmuração - Lamento - Reclamação

Podemos perceber que há uma cultura de murmuração; há uma tendência de o homem usar a de forma errada; usa mal a sua língua!

E quando agimos assim, deixamos de abençoar a nossa própria vida e a vida dos outros.

A palavra nos dá respaldo para afirmar que:

É difícil conviver com pessoas que reclamam, veja:

(Provérbios 18.14 “O espírito do homem susterá a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o suportará?” ).

(1 Coríntios 10.10 “E não murmureis como também alguns deles (o povo de Israel no deserto) murmuraram, e pereceram pelo destruidor” ).
É difícil suportar o espírito murmurador:

1° Pela própria natureza - Meio em que vive; do que se alimenta espiritualmente, dentro de sua própria casa.

2° Condicionamento - Existem pessoas que se alimentam tanto de tragédias que o ibope de tv sobe lá em cima, tais noticiários quase não divulgam bons feitos... Só tragédias... Coisas ruins.

Vamos divulgar coisas boas

Ás vezes emprestamos nossos ouvidos para o desabafo do irmão, com boa intenção, e nesta confiança mutua ficamos sabendo da fraqueza do irmão ao nos compadecer dele, com intuito de ajudá-lo naquele momento, a sair daquele labirinto torturador.

Algumas pessoas em determinados momentos deixam a desejar, quando passam a frente os segredos do irmão. Podendo assim causar uma dor muito maior na vida dele.

VEJA O QUE DIZ A PALAVRA DE DEUS:

(Tiago 5.13-16 “Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores.
Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;
E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.
 Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”.
).

A PALAVRA DE DEUS NOS ACONSELHA A CONFESSAR AS NOSSAS CULPAS A QUEM?

A UNS AOS OUTROS (pessoas com maturidade em Cristo Jesus, como: os presbíteros, pastores, lideranças, etc).

(Filipenses 2.14-15 “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”. ).

PODEMOS AFIRMAR QUE:

VIVEMOS NO MEIO DE UMA GERAÇÃO PERVERSA.

DOIS TIPOS DE MURMURADOR:

1º - O CHORÃO (Leia o Salmos de Asafe - Salmos 73).

O JARGÃO DO CHORÃO É: “ISTO NÃO É JUSTO... ESTOU SENDO CASTIGADO... SÓ ACONTECE COMIGO!”

“Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã.” (Salmos 73.14)

2º- O MÁRTIR - “DOU O MÁXIMO DE MIM.”

(Números 11.10-12 “Então Moisés ouviu chorar o povo pelas suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés.
E disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puseste sobre mim o cargo de todo este povo?
 Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz? para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais?"
).

A MURMURAÇÃO EXTREMA DOS ISRAELITAS NO DESERTO: (Números 11.4-5)

O PROBLEMA AGORA ERA: A CARNE, OS PEPINOS, AS CEBOLAS, OS ALHOS... ’ NO SOFRIMENTO’ ELES NÃO SE LEMBRARAM DOS LIVRAMENTOS QUE O SENHOR JÁ TINHA DADO. E A IRA DO SENHOR VEIO SOBRE ELES.

(Números 11.1 “E aconteceu que, queixou-se o povo falando o que era mal aos ouvidos do Senhor e ouvindo o SENHOR a sua ira se acendeu; e o fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu os que estavam na última parte do arraial”. ).

(Números 11.33-34  “Quando a carne estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, se acendeu a ira do SENHOR contra o povo, e feriu o SENHOR o povo com uma praga mui grande.
 Por isso o nome daquele lugar se chamou Quibrote-Ataavá, porquanto ali enterraram o povo que teve o desejo”.
)

O ESPIRITO MURMURADOR QUER SEMPRE SER OUVIDO.

ELE NUNCA SE SATISFAZ COM O QUE ELE TEM. A RECLAMAÇÃO QUANDO NÃO É POR UMA COISA, ELA VEM POR OUTRA. NUNCA SE DÁ POR SATISFEITO, POIS LHE FALTA UM CORAÇÃO GRATO A DEUS. UM DOS MOTIVOS DO MURMÚRIO DO POVO DE ISRAEL FOI O CARDÁPIO, E NÃO A FALTA DE COMIDA.

ESTE ESPÍRITO (PESSOA) ESQUECE O QUE NÃO DEVERIA, E SE LEMBRAR DO QUE ERA PARA ESQUECER. ESTÁ SEMPRE NA CONTRA MÃO DO BOM SENSO.

ESTÁ SEMPRE A BUSCA DE UM ESPÍRITO RESSONANTE; ALGUÉM QUE EMPRESTA OS OUVIDOS PARA COMPARTILHAR DA SUA VAIDADE, SUAS CRÍTICAS, SUAS RECLAMAÇÕES, LAMENTO-MURMURAÇÕES, OUVIR O SEU LIXO. ESTÁ SEMPRE A PROCURA DE UM DEPÓSITO PARA DEPOSITAR O SEU LIXO, OU SEJA, O SEU MURMÚRIO.

O ESPIRITO MURMURADOR PECA E CONTAGIA OUTROS, LEVANDO- OS TAMBÉM A PECAR.

(Números 11.11-15 “E disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puzeste sobre mim o cargo de todo este povo?
(...) Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim.
 E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal.”
).

AQUI FICA CLARO QUE O TRABALHO DO LÍDER É FAZER PARTE DA SOLUÇÃO DO PROBLEMA, E NÃO SE DEIXAR CONTAMINAR PELO PROBLEMA; PORQUE SENÃO, QUEM VAI RESOLVER O PROBLEMA? COMO FICAM AS PARTES ENVOLVIDAS SEM O LÍDER?

O MURMURADOR TRAZ CONSIGO UMA RAZÃO FUNDADA NO EGOÍSMO E CARREGA CONSIGO A SÍNDROME DO ANJO DE LUZ (LÚCIFER)¨:

CHEIO DE RAZÃO, PERFECCIONISMO INFALÍVEL; QUER SER IGUAL E ATÉ SUPERIOR A DEUS; JULGA SER UMA PESSOA SEM DEFEITO QUE SÓ VÊ O SEU LADO E NÃO PERCEBE O PESO DO SEU MURMÚRIO.

A NOVA GERAÇÃO DO DESERTO - POVO DE ISRAEL.

JOSUÉ ORIENTADO POR DEUS DEU UMA ORDEM DE SILÊNCIO PARA O POVO. ELES GRITARIAM SOMENTE QUANDO ELE MANDASSE.

JOSUÉ MANDOU O POVO RODEAR A CIDADE DE JERICÓ POR SEIS DIAS, EM SILÊNCIO,

“E os sacerdotes (...) iam andando e tocando as buzinas de chifres de carneiros (...)” (Josué 6.7-16). 

E NO SÉTIMO DIA, APÓS RODEÁ-LA SETE VEZES E OS SACERDOTES TOCANDO AS TROMBETAS, O POVO PODERIA GRITAR:

(Josué 6.10 “Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca até ao dia que eu vos diga: Gritai. Então gritareis.” ).

VEJA QUE JOSUÉ ESCOLHEU PARA A CONQUISTA DE JERICÓ, SACERDOTES (HOMENS COM AUTORIDADE) PARA LEVAR A ARCA E SETE SACERDOTES PARA TOCAR TROMBETAS, E TAMBÉM HOMENS DE GUERRA.

NÃO SE DEVE CONFIAR PROBLEMAS (BATALHAS), A PESSOAS QUE NÃO ESTÃO PREPARADAS.

MAS... MUITAS VEZES, O MOMENTO NÃO É DE FALAR COM NINGUÉM E SIM DE SILENCIAR, ORANDO EM ESPÍRITO E NA INTIMIDADE COM DEUS-PAI, PARA VÊ-LO AGIR POR NÓS.
ENTÃO, COMO RESOLVER O PROBLEMA?

1º - ADMITIR QUE HAJA UM PROBLEMA;

2º - EXAMINAR SE HÁ PECADO;

(Provérbios 28.13 “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” ).

3º- ASSUMIR RESPONSABILIDADES DE SEUS ATOS.

ENQUANTO FICAMOS PROCURANDO UM CULPADO PARA OS NOSSOS PROBLEMAS, VAMOS PRORROGANDO AS NOSSAS BENÇÃOS. FICAMOS DANDO VOLTA PELO DESERTO. UMA CAMINHADA DE 11 DIAS PASSA HÁ TER 40 ANOS (COMO ACONTECEU COM O POVO NO DESERTO).

UMA SUGESTÃO PARA O MURMURADOR:

GRAVAR TODAS AS SUAS MURMURAÇÕES DURANTE UM MÊS E DEPOIS PASSAR UM MÊS OUVINDO O QUE ELE GRAVOU. ELE IRÁ PERCEBER QUE, LÁ ATRÁS SE TIVESSE ASSUMIDO A SUA CULPA, O PROBLEMA JÁ TERIA SIDO RESOLVIDO OU ATÉ AVANÇADO PARA SOLUÇÃO DEFINITIVA, SEM MAIORES CONSEQÜENCIAS PARA AS PARTES.

(Provérbios 19.3 “A estultícia do homem perverterá o seu caminho, e o seu coração se irará contra o SENHOR”. ).


HÁ TRÊS TIPOS DE PESSOAS:

1ª.- AS QUE ACUSAM :

ELAS TRANSFEREM SUAS CULPAS E PROBLEMAS AOS OUTROS.

2º.- AS DE MÁ FÉ,QUE SE DESCULPAM:

NÃO SE ARREPENDEM, APENAS FAZ UMA MEIA CULPA.

A ESTAS PESSOAS DE MÁ FÉ, DISSIMULADAS E DE CAMINHAR PERVERTIDO E SEM ARREPENDIMENTO, SÓ RESTA UM COISA: PASSAR PELO SOFRIMENTO CONSTANTE E DESPREZO DE DEUS (QUANDO PROVOCAM SUA IRA).

3ª.- AS QUE ASSUMEM SEUS ERROS:

ESSAS ATÉ PASSAM PELO DESERTO, PORÉM, ENCURTAM O SOFRIMENTO ATRAVÉS DO ARREPENDIMENTO; ASSUMEM O PROBLEMA DESDE O INÍCIO DOS MESMOS.

DESENVOLVENDO UMA ATITUDE DE GRATIDÃO

TEMOS UM DEUS PRESENTE EM TUDO E SOMOS LUZ DO MUNDO. POR ISSO DEVEMOS CONSTRUIR UM CAMINHO DE PAZ E AMOR QUE VENHA SER UM FACILITADOR DA SALVAÇÃO DO PERDIDO. ISTO ATRAVÉS DO MEU, DO NOSSO BOM EXEMPLO, EM TUDO. DEVEMOS VER AS MÃOS DE DEUS NAS CIRCUNSTÂNCIAS.

(1 Tessalonicenses 5.18-24 “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
Não extingais o Espírito.
Não desprezeis as profecias.
Examinai tudo. Retende o bem.
Abstende-vos de toda a aparência do mal.
E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”
).

NÃO DEVEMOS ETERNIZAR O SOFRIMENTO.

TEMOS QUE CONFIAR NA SABEDORIA E COMPETÊNCIA DE DEUS; NA SUA PROVIDÊNCIA, BONDADE E CUIDADOS PARA CONOSCO, OS SEUS FILHOS.

(2 Coríntios 4.16-18 “Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
 Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.”
).

QUE A NOSSA ORAÇÃO SEJA UMA CONVICÇÃO:

DE QUE PRECISAMOS SER DIFERENTES, DO HOMEM QUE UM DIA FOI.

MUITOS AINDA NÃO ACEITARAM A JESUS POR CAUSA DO TESTEMUNHO DOS QUE SE DIZEM CRISTÃO. MUITAS PESSOAS GOSTAM DE CRISTO, SÓ NÃO GOSTA DESTE CRISTIANISMO MEDÍOCRE QUE MUITAS VEZES É PRATICADO.

(Efésios 4.29-32 “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.
E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.
 Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”
).

Que Deus te abençoe!!

Livro de Números / Quando foi escrito o Livro de Números? Quem escreveu o livro de Números?





Título: Seu nome foi conferido pela Septuaginta, nos narra os dois recenseamentos dos exércitos israelitas. O primeiro foi realizado no Sinai, no início da peregrinação (Capítulo 1), e o segundo nos limites de Canaã (Capítulo 26).

Este nome vem da versão grega Arithmoi que, na Vulgata, se encontra como Numeri. Todavia seu título mais exato é o hebreu, bemidbar, que significa "no deserto".

Autoria e Data: É de Moisés, que o escreveu na época dos demais. Provavelmente, por tratar-se das narrativas dos acontecimentos no deserto, deve tê-lo elaborado no período em que estiveram parados em Cades-Barnéia.

Propósito: A mensagem do Livro dos Números é universal e eterna. Ela relembra aos crentes da guerra espiritual na qual estão engajados, pois números é o livro do serviço e caminhar do povo de Deus. O Livro de Números essencialmente preenche a lacuna entre os israelitas recebendo a Lei (Êxodo e Levítico) e a sua preparação para entrar na Terra Prometida (Deuteronômio e Josué).

Resumo: A maioria dos eventos do Livro de Números se realiza no deserto, principalmente entre o segundo e quadragésimo ano da peregrinação dos israelitas. Os primeiros 25 capítulos do livro relatam as experiências da primeira geração de Israel no deserto, enquanto que o resto do livro descreve as experiências da segunda geração. 

O tema de obediência e rebelião seguidas de arrependimento e bênção percorrem todo o livro, assim como todo o Antigo Testamento.

O tema da santidade de Deus continua do Livro de Levítico ao Livro de Números, o qual (o livro de Números) revela a instrução e preparação de Deus do Seu povo para entrar na Terra Prometida de Canaã. 

A importância do Livro dos Números é indicada por ser mencionado no Novo Testamento muitas vezes. O Espírito Santo chamou especial atenção a esse livro em 1 Coríntios 10:1-12. As palavras “estas coisas se tornaram exemplos para nós” se referem ao pecado dos israelitas e ao desagrado de Deus com eles.

 Em Romanos 11.22 diz: "Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.", Paulo fala sobre a “bondade e a severidade de Deus”.

Isso, em resumo, é a mensagem de Números. A severidade de Deus é vista na morte da geração rebelde no deserto, aqueles que nunca entraram na Terra Prometida. A bondade de Deus é realizada na nova geração. Deus protegeu, preservou e proveu para essas pessoas até que finalmente possuíram a terra. Isso nos lembra da justiça e do amor de Deus, que sempre estão em harmonia soberana.

A exigência de Deus por santidade em seu povo é finalmente e completamente satisfeita em Jesus Cristo, pois Ele veio cumprir a lei em nosso favor (Mateus 5.17 "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir.").

O conceito do Messias prometido permeia por todo o livro. A história no capítulo 19 do sacrifício da novilha vermelha “perfeita, sem defeito” prefigura Cristo, o Cordeiro de Deus sem mancha nem mácula que foi sacrificado por nossos pecados. A imagem da serpente de bronze levantada sobre a haste para proporcionar a cura física (Capítulo 21) também prefigura o levantamento de Cristo, seja na cruz ou no ministério da Palavra, pois quem olha para Ele pela fé espiritual pode ter cura.

No capítulo 24, o quarto oráculo de Balaão fala da estrela e do cetro que vai surgir de Jacó.

Aqui encontra-se uma profecia de Cristo que é chamada de “estrela da manhã” em Apocalipse 22.16 "Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.", por Sua glória, brilho e esplendor e pela luz que vem por Ele. 

Ele também pode ser chamado de um cetro, quer dizer, um portador de cetro, por causa de sua realeza. Ele não só tem o nome de um rei, mas tem um reino e reina com um cetro de graça, misericórdia e justiça.

Um dos principais temas teológicos desenvolvidos no Novo Testamento com base no Livro de Números é que o pecado e incredulidade, sobretudo a rebelião, colherão o julgamento de Deus.

Primeiro Coríntios capítulo 10 diz especificamente, e Hebreus 3.7 "Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,";

Hebreus 4.13 "E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.", fortemente implica, que estes eventos foram escritos como exemplos para os crentes observar e evitar. 

Nós não devemos cobiçar as “coisas más, como eles cobiçaram” (1 coríntios 10.6 "E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram."); 

Ou ser sexualmente imoral (1 coríntios 10.8 "E não nos forniquemos, como alguns deles fizeram; e caíram num dia vinte e três mil.");

Ou colocar Deus à prova (1 Coríntios 10.9 "E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes."); 

Ou reclamar e queixar-se (1 Coríntios 10.10 "E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor.").

Assim como os israelitas vagaram pelo deserto 40 anos por causa de sua rebelião, assim também Deus às vezes nos permite andar longe dEle e sofrer a solidão e a falta de bênçãos quando nos rebelamos contra Ele.

Mas Deus é fiel e justo, e assim como Ele restaurou os israelitas para o seu legítimo lugar no Seu coração, Ele sempre vai restaurar os Cristãos ao lugar de bênção e comunhão íntima com Ele se nos arrependermos e nos voltarmos para Ele (1 João 1.9 "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.").

Que Deus te abençoe!!

Levítico 18 - Casamentos ilícitos / Uniões abomináveis / Cada um tenha sua própria esposa










(Levítico 18.3-5 "3- Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos.
4- Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor vosso Deus.
5- Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou o Senhor"
.);

(Malaquias 2.14 "E vocês ainda perguntam: "Por quê? " É porque o Senhor é testemunha entre você e a mulher da sua mocidade, pois você não cumpriu a sua promessa de fidelidade, embora ela fosse a sua companheira, a mulher do seu acordo matrimonial. NVI");

(Mateus 19.6 "Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.");

(1 Pedro 3.7 "Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coo-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações. NVI").

O casamento não é invenção humana que pode ser definida e destruída conforme os caprichos egoístas dos homens. O casamento foi criado por Deus. Ele é testemunha dos nossos votos e está preparado para julgar a nossa desobediência. 

Desrespeito pelos compromissos do casamento destrói a nossa comunhão com o nosso Criador. É imprescindível que aprendamos a ver o casamento como Deus o vê.

"Cada um tenha a sua própria esposa"

Em 1 Coríntios 7.2 "Mas, por causa da fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.", Paulo repete o princípio que Deus estabeleceu quando criou o primeiro casal.  

(Gênesis 2.24 "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.").

As palavras de Jesus em Mateus 19.4-6 afirmam que a intenção de Deus desde a criação de Adão e Eva era que o homem fosse fiel a uma esposa legítima até a morte. 

As palavras que descrevem o primeiro casamento mostram que o Senhor pretendia que outros seguissem o mesmo padrão. Adão não tinha pais para deixar, mas os filhos de centenas de gerações posteriores têm cumprido este aspecto do princípio perpétuo estabelecido no Éden.

Mesmo em sociedades corrompidas por anarquia e iniquidade, o casamento mantém uma posição honrada (Hebreus 13.4 "O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros. NVI").

A relação do casamento: Dois se tornam um

Juntar duas pessoas numa união completa descreve vividamente a beleza do casamento que Deus planejou. Deus não pretendia deixar o homem sozinho; então ele lhe deu a companheira perfeitamente adequada. Quando um homem e uma mulher se casam, eles formam uma nova e única unidade.

Eles dividem uma relação sexual especial que jamais deve ser compartilhada com outros (1 Coríntios 7.3-5 "3- O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido.
4- A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher.
5- Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. NVI"
). 

Quando a mulher segue a liderança de amor do marido (Leia Efésios 5.22-33), os dois participam juntos de sonhos e sofrimento, de conquistas e calamidades, do vigor da juventude e da fragilidade da velhice. Para este par privilegiado, a vida não se define mais com a palavra eu, e sim com a palavra nós.

Ao longo dos anos, a fusão de duas mentes na busca da mesma meta eterna cria uma intimidade e compreensão sem igual em relações humanas. 

A faísca de admiração no olhar de uma jovem noiva é apenas uma sombra do brilho constante no olho de uma mulher que superou décadas de desafios da vida com o homem que ela ama. 

O prazer que o noivo sente quando toma a mão da sua noiva é meramente um presságio do carinho que sentirá anos depois quando toma a mão de sua mulher, então envelhecida, para firmar os seus passos incertos.

O perigo de desconsiderar os princípios divinos

Aqueles que desprezam a perfeição do plano divino sofrem as tristes conseqüências de lares quebrados, corações esmagados, e espíritos quebrantados. Uma sociedade que apoia divórcios pecaminosos e incentiva casamentos ilícitos ceifará o que semeia. O sacrifício necessário para casamentos bem-sucedidos é sufocado pelo egoísmo que os destrói.

O amor que fornece segurança é substituído pela lascívia que deixa esposas e filhos inocentes abandonados e desprotegidos num mundo cruel. 

Nem leis humanas nem doutrinas engenhosas podem mudar o fato que Deus permite apenas dois motivos para contrair novas núpcias: 

Morte do primeiro companheiro (Romanos 7.3 "Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas se o marido morrer, ela estará livre daquela lei, e mesmo que venha a se casar com outro homem, não será adúltera. NVI");

(1 Coríntios 7.8-9 "Digo, porém, aos solteiros e às viúvas: é bom que permaneçam como eu.
Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se do que ficar ardendo de desejo. NVI"
);

(1 Coríntios 7.39 "A mulher está ligada a seu marido enquanto ele viver. Mas, se o seu marido morrer, ela estará livre para se casar com quem quiser, contanto que ele pertença ao Senhor. NVI"),

Ou divórcio porque o parceiro cometeu adultério (Mateus 19.9 "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.").

O sexo antes do casamento, incluído no termo bíblico fornicação ou relações sexuais ilícitas, sempre está errado (1 Coríntios 6.9-11 "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbad
os, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." );

(1 Coríntios 6.18 "Fugi da fornicação. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo." );

(Gálatas 5.19 "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia," );

(Hebreus 13.4 "Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará." ). 

Mesmo quando perdoado pela graça de Deus, o sexo antes do casamento, muitas vezes, traz graves conseqüências. Além das possíveis conseqüências físicas, a fornicação pode roubar o casamento posterior da intimidade especial que Deus fez para ser dividida exclusivamente por pessoas casadas. Relações homossexuais são outra perversão do plano de Deus.

Todas as tentativas de "autoridades" humanas a defender a conduta homossexual como algo "natural" não podem apagar as palavras nítidas de (Romanos 1.26-27 "Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro."
).

Homossexuais, como fornicadores, adúlteros e todos os outros pecadores, precisam se arrepender para buscar o perdão de Deus (Lucas 13.3 "Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis." ); 

(Atos 2.38 "E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;" ); 

(Atos 8.22 "Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;" ); 

(Mateus 3.8 "Dêem fruto que mostre o arrependimento! NVI" ).

Abençoados por nosso Criador

O casamento é uma das ricas bênçãos preparadas para nós pelo benevolente Criador. Quando seguimos o plano dele, gozamos das maravilhas do amor e da segurança nesta vida, e a expectativa de um lar perfeito na eternidade.

( Levítico 18.20 "Não se deite com a mulher do seu próximo, contaminando-se com ela.NVI" );

(Levítico 18.22 "Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;" );

(Levítico 18.27 "Porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós; e a terra foi contaminada." );

(Levítico 18.29 "Porém, qualquer que fizer alguma destas abominações, sim, aqueles que as fizerem serão extirpados do seu povo." ).

Bem amados leitores, estas foram instruções que Deus entregou para Moisés na época da lei, até os dias de hoje e futuramente, para serem observadas, guardadas e obedecidas diante dELE. 

Se naquela época Ele falou que as nações viviam nessas práticas e foram eliminadas do meio do povo, imaginemos nos dias de hoje! O adultério e o homossexualismo são duas pragas abomináveis que infringem a lei, conforme vemos se alastrando demasiadamente pelo mundo.

Se o adultério é pecado, imaginemos o homossexualismo! Quem se livrará do adultério ou do homossexualismo? O adultério desestrutura, acaba e traz consequências desastrosas à união do casal. O homossexualismo ou falsos casais, se destroem por meio de doenças e outras consequências mais.

Basta conhecer as Escrituras e temer a Deus que pode ser liberto! Nada para Deus é impossível; mas querer ser salvo desobedecendo é impossível.

A Palavra de Deus afirma que o pecado afasta o homem dELE. Não é ELE quem se afasta de nós! O homem é quem deve buscar a Deus, não o contrário; porque Deus não se aproxima de pecador. Se todos somos nascidos em pecados e em pecados vivemos mais e mais, só buscando a Deus e se convertendo; caso contrário está afastado definitivamente da presença do Senhor. 

Se a pessoa é um pecador, vá até Deus através de Cristo, mude, e não peque mais! E a partir daí vá se santificando dia a dia. Foi assim com muitos que buscaram ao Senhor e hoje são homens e mulheres de Deus.

Se as leis dos homens somente é que valem, onde fica a lei de Deus? se é Deus quem julga e ele mesmo disse que aquele que lhe teme não façam e nem pratiquem abominações; é porque alguma consequência terão. Se muitos que afirmam crer e obedecer a Deus praticam pelo menos uma dessas duas abominações, como é que podem achar que Deus lhes abençoará?

Deus é Deus e não abençoa o errado que não se arrepende e nem se humilha diante dELE! Se a pessoa é errada, procure se consertar e não pecar mais, essa é a orientação, senão arcará com alguma consequência. 

Deus não quer saber de arrumadinho não, ele quer é obediência! não adianta afirmar que tudo pode! podem fazer, mas de qualquer forma quem julga é Deus! E o pecado consciente, redobra as consequências.

Sejamos pois obedientes ao Senhor em tudo, uma vez que Ele abençoará e guardará, enviando seu anjo para combater todos aqueles que porventura lhes desejar fazer algum mal. Bem falou Jesus: "O caminho do reino dos céus é demais estreito, poucos seguirão por ele"!

Aquele com teme e obedece ao Senhor, continue temendo e obedecendo; aquele que não teme, se volte para ELE e seja-lhe obediente para que na vida eterna, aquela vida que não tem fim, possa viver no Seu reino também eternamente conforme diz na sua palavra.

Que a paz do Senhor esteja com todos!

Levítico 10.1-7 - Nadabe e Abiú morrem diante do Senhor / Fogo estranho









O que é fogo estranho?

 “Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor.” Números 10.1-2

O Senhor escolheu um pai e seus filhos para serem sacerdotes em Seu tabernáculo. Disse-lhes o que deveriam fazer, qual era a tarefa de cada um, como deveriam estar vestidos, como deveriam apresentar as ofertas e sacrifício no altar do Senhor.

Deus fez mais ou menos como sua mãe faz em casa, distribuindo as tarefas que cada um deve fazer como quem vai lavar a louça ou quem vai levar o lixo, ou ainda quem vai varrer o quintal.

De repente, dois dos filhos de Arão, Nadabe e Abiú resolveram fazer algo que Deus não os havia mandado fazer. Tomaram seus incensários e colocaram fogo neles.

Antes de continuarmos, vamos ver se você sabe o que é um incensário. É uma vasilha onde se coloca essência aromática ou óleo perfumado e se coloca fogo para que a fumaça perfumada se espalhe no lugar onde é colocado.

Muito bem, agora que você entendeu isso, vamos ver o que aconteceu.

Por fazerem algo contrário àquilo que o Senhor lhes havia mandado fazer, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu. Nadabe e Abiú morreram queimados pelo fogo do Senhor, por terem trazido fogo estranho ao Seu altar.

Agora vamos tentar entender o que é um fogo estranho para Deus. É tudo aquilo que está fora dos princípios que Ele nos deu. Quando assistimos a filmes de bruxaria, feitiçaria, violência, e depois subimos no altar do Senhor para tocar, cantar, dançar ou ministrar, estamos trazendo ao altar do Senhor fogo estranho. 

Não estamos em santidade como o Senhor ensinou. Quando nos contaminamos com as piadas indecentes dos nossos colegas, as fofocas, as novelas, e vamos à presença do Senhor, estamos cheios de fogo estranho em nossa alma, entendeu?

O que aconteceu com os filhos de Arão? Foram mortos!

E o que acontece conosco?

Provavelmente você está pensando: Ah! Mas hoje ninguém morre mais porque desobedeceu a Deus. Será mesmo?

Hoje podemos até não ver morte física, mas quantos problemas vêm por desobediência aos princípios de Deus. Quantos jovens morrem no trânsito por desobedecerem à ordem de não andar em alta velocidade; quantas pessoas morrem de câncer por causa de cigarro; quantas crianças estão nas ruas cheirando cola ou usando outros tipos de droga por causa de colegas que os levaram para esse mau caminho. E tantas outras situações que você vê diariamente na sua rua ou na televisão.

Deus mandou que se fizesse uma faixa e nela escrevesse “Santo ao Senhor” (Êxodo 39.30 "Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa de santidade, e nela escreveram o escrito como de gravura de selo: SANTIDADE AO SENHOR."), e colocassem na testa de Arão e seus filhos, como uma forma de eles lembrarem sempre que não poderiam estar na presença do Senhor se não estivessem em santidade.

Quem está em santidade está em obediência aos princípios do Senhor não apresenta fogo estranho diante dEle.

Hoje não tem faixa amarrada na testa para nos lembrarmos que o Senhor nos quer santos diante dEle, mas temos o Espírito Santo que nos ensina, nos corrige e nos lembra de quem nós somos para o Senhor.

Seja santo! Não leve fogo estranho ao altar de Deus, amém?

Que Deus te abençoe!!

Livro de Levítico / Quando foi escrito o Livro de Levítico? Quem escreveu o livro de Levítico?









Titulo: Faz referência aos levitas - a tribo sacerdotal. Foi o nome atribuído em grego pela septuaginta. No hebraico, é wayyiqta, que significa: "e chamou", as duas primeiras palavras do livro.


Autoria e Data: Este é o terceiro livro escrito por Moisés, conforme é demonstrado na passagem neotestamentária de Marcos 1.44 "Olhe, não conte isso a ninguém. 

Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação os sacrifícios que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho", entre outras semelhantes. Também foi escrito durante a peregrinação no deserto, entre 1450 e 1410 a.C.

Propósito: Porque os israelitas haviam sido mantidos em cativeiro no Egito durante 400 anos, o conceito de Deus tinha sido distorcido pelos egípcios pagãos e politeístas. 

O objetivo de Levítico é fornecer instruções e leis para orientar um povo pecador, mas redimido, em seu relacionamento com um Deus santo. Há uma ênfase em Levítico na necessidade de santidade pessoal em resposta a um Deus santo.

A expressão "Sereis santos porque eu sou santo" é frequentemente repetida em todo o livro:

Levítico 11.44-45 "Porque eu sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis, e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis com nenhum réptil que se arrasta sobre a terra;
Porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo.",

levítico 19.2 "Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.",

Levítico 20.7,26 " 7- Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. 26- E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus.".

O pecado deve ser expiado através da oferta de sacrifícios próprios (capítulos 8-10). Outros temas abordados no livro são dietas (alimentos puros e impuros), o parto e doenças que são cuidadosamente regulamentadas (capítulos 11-15). 

O capítulo 16 descreve o Dia da Expiação, neste dia um sacrifício anual é feito pelo pecado cumulativo de todas as pessoas. Além disso, o povo de Deus deve ser discreto na sua vida pessoal, moral e social, em contraste com as práticas atuais e pagãs ao seu redor (capítulos 17-22).

Resumo: Os capítulos 1-7 esboçam as ofertas exigidas, tanto dos leigos como dos sacerdotes. 

Os capítulos 8-10 descrevem a consagração de Arão e seus filhos para o sacerdócio. 

Os capítulos 11-16 são as instruções para os vários tipos de impureza. 

Nos 10 capítulos finais encontramos as orientações de Deus ao Seu povo para a santidade prática. Várias festas foram instituídas como adoração do povo ao Deus Jeová, reunidas e praticadas de acordo com as leis de Deus. 

Bênçãos ou maldições acompanhariam tanto a obediência quanto o abandono dos mandamentos de Deus (capítulo 26). 

Os votos para o Senhor são abordados no capítulo 27.

O tema principal de Levítico é a santidade. A exigência de Deus pela santidade do Seu povo baseia-se na Sua própria natureza santa. Um tema correspondente é o de expiação. A santidade deve ser mantida diante de Deus, e ela só pode ser alcançada através de uma adequada expiação.

Grande parte das práticas ritualísticas de adoração retratam de muitas maneiras a pessoa e a obra do nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. 

Hebreus 10 nos diz que a Lei Mosaica é “a sombra dos bens vindouros”, pelo qual se entende que os sacrifícios diários oferecidos pelos sacerdotes como substituição pelo pecado do povo eram uma representação do sacrifício final -- Jesus Cristo, cujo sacrifício seria oferecido de uma vez por todas a favor daqueles que nEle creem.

A santidade concedida temporariamente pela Lei seria um dia substituída pela obtenção permanente dessa santidade, quando os Cristãos trocariam o seu pecado pela justiça de Cristo (2 Coríntios 5.21 "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.").

Deus leva a Sua santidade muito a sério e por isso devemos também. A tendência na igreja pós-moderna é criar Deus em nossa própria imagem, dando-Lhe os atributos que gostaríamos que Ele tivesse em vez daqueles que a Sua Palavra descreve. 

A santidade absoluta de Deus, o Seu esplendor transcendente e a sua “luz inacessível” (1 Timóteo 6.16"Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.") são conceitos estranhos para muitos Cristãos.

Somos chamados a caminhar na luz e repudiar a escuridão nas nossas vidas para que possamos ser agradáveis aos Seus olhos. Um Deus santo não pode tolerar o pecado flagrante e desavergonhado em Seu povo e a Sua santidade exige que essa transgressão seja punida. 

Não devemos de forma alguma ser impertinentes em nossas atitudes para com o pecado ou o ódio de Deus para com ele, nem devemos minimizá-lo de forma alguma.

Louvado seja o Senhor que por causa da morte de Jesus a nosso favor não mais temos que oferecer sacrifícios de animais. O tema predominante de Levítico é substituição. A morte dos animais era uma penalidade de substituição para aqueles que pecaram. 

Da mesma forma, mas infinitamente melhor, o sacrifício de Jesus na cruz foi o substituto perfeito e final pelos nossos pecados. Agora podemos estar sem medo diante de um Deus de santidade absoluta porque Ele vê em nós a justiça de Cristo.

Que Deus te Abençoe!!

Êxodo 35 - Deus chama Bezalel e Aoliabe / Bezalel uma vida à sombra de Deus



Bezalel

Na sombra de Deus o filho de Uri, o filho de Hur, da tribo de Judá, isto é, um descendente de Calebe (1 Crônicas 2.18-20 "E Calebe, filho de Hezrom, gerou filhos de Azuba, sua mulher, e de Jeriote; e os filhos desta foram estes: Jeser, Sobabe, e Ardom. E morreu Azuba; e Calebe tomou para si a Efrate, da qual lhe nasceu Hur. E Hur gerou a Uri, e Uri gerou a Bezaleel.")

Era hábil mecânico e desenhador, e foi encarregado de executar as obras de arte necessárias para o tabernáculo no deserto. Ele tinha-se associado com Aoliabe, que tinha a seu cargo a fabricação dos tecidos. o trabalho pessoal de Bezalel era em metal, madeira e pedra, mas ele era mestre de Aoliabe, e dirigia os trabalhos deste artista (Êxodo 31.2 "Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,");  

(Êxodo 35.30 "Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor tem chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá." );

(Êxodo 36.1-2 "Assim trabalharam Bezalel e Aoliabe, e todo o homem sábio de coração, a quem o SENHOR dera sabedoria e inteligência, para saber como haviam de fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme a tudo o que o SENHOR tinha ordenado. Então Moisés chamou a Bezalel e a Aoliabe, e a todo o homem sábio de coração, em cujo coração o Senhor tinha dado sabedoria; a todo aquele a quem o seu coração moveu a se chegar à obra para fazê-la." ).

Filho de Paate-Moabe, um dos que tinham casado com mulheres estranhas (Esdras 10.30 "E dos filhos de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaia, Maséias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés.").

Alguns personagens bíblicos, por uma razão ou outra, não se tornam muito conhecidos. Na leitura bíblica passamos por eles sem prestar muita atenção. Entre eles está Bezalel, da tribo de Judá. 

Esse é um nome que passa facilmente despercebido na nossa leitura bíblica. Ainda assim, no texto que fala sobre esse homem, podemos extrair princípios importantes para a nossa vida e ministério como líderes do povo de Deus.

A. O princípio da convicção (Êxodo 31.2)

No texto acima o Senhor faz a seguinte afirmação através de Moisés: “Eis que chamei pelo nome a Bezalel”.

Quando sei que fui chamado por Deus “pelo nome”, para o ministério que estou exercendo, isso me dá convicção. Isso me ajuda a enfrentar e vencer as dúvidas. Quando sei que fui “chamado pelo nome” não me acovardo diante das lutas.

B. O princípio da capacitação (Êxodo 31.3)

“E o enchi do Espírito de Deus”. Isso tem a ver com unção. Capacitação para o serviço. Sua habilidade não é mero talento. É dom. Bezalel foi capacitado pelo Espírito de Deus para lapidação de pedras. Você e eu fomos capacitados pelo mesmo Espírito para sermos instrumentos na lapidação de vidas.

C. O princípio da cooperação (Êxodo 31.6a)

“Eis que lhe dei por companheiro Aoliade”. Deus deu a Bezalel um companheiro para o trabalho. No Reino de Deus não há lugar para a síndrome do “cavaleiro solitário” – o herói que aparece sozinho e realiza ou conquista tudo. 

Todos nós precisamos de um ou mais companheiros. Isso tem a ver com o discipulado e o conceito de “companheiros de jugo”. Ao invés de sermos “cavaleiros solitários”, busquemos ser “servos solidários”.

D. O princípio da submissão (Êxodo 31.6b)

“Para que me façam tudo o que tenho ordenado”. Não basta realizar! Isso pode ser mero ativismo. O importante é realizar a vontade daquele que nos “chamou pelo nome”.

Sou grato a Deus por que Ele chamou você pelo nome; Ele o/a encheu com o seu Espírito; Ele tem lhe dado companheiros no ministério; Ele tem orientado você na vontade dele para a sua vida.

Texto básico: ÊXODO 38.22

BEZALEL: UMA VIDA À SOMBRA DE DEUS 

No Capítulo 36 aprendemos como aquele povo de Israel, apesar de todos os seus defeitos e pecados, foi ativo no trabalho do SENHOR. Bezalel foi habilitado por Deus, treinou uma equipe e todos trabalharam com dedicação total para a confecção do Tabernáculo.

No Capítulo 37, vimos como Bezalel exerceu uma liderança bíblica. Apesar de ser o chefe das manufaturas e ter uma grande e disposta equipe, ele fez, e fez muita coisa, quase tudo. Não ficou só no comando, ele pegou no "breu". Uma lição tremenda do que seja uma liderança bíblica!

Agora, no Capítulo 38, vamos nos despedir de Bezalel, aprendendo mais uma lição de vida com aquele servo do SENHOR que viveu realmente à sombra de Deus (este é o significado do seu nome):


I – BEZALEL NÃO FICAVA PELA METADE EM SUAS RESPONSABILIDADES 

"Fez Bezalel tudo ..."

TUDO quanto Deus tinha ordenado ele fazer ele fez! Na igreja há muito iniciativa, mas pouco acabativa". Ou seja, as pessoas não terminam, não concluem, não vão até o fim naquilo que começaram. Às vezes não passamos de "empolgados"!

O mundo diz que melhor é o começo (nas empolgações do namoro, do casamento, das amizades, dos projetos e sonhos), mas a Bíblia diz que muito melhor é o fim (Eclesiastes 7.8-10 "Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito.
Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira repousa no íntimo dos tolos. Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta."
).

Melhor é chegar até o fim da vida no casamento, melhor é ser perseverante nas coisas e ir até o fim!

II – BEZALEL FEZ BEM FEITO O QUE LHE FOI CONFIADO 

"Fez Bezalel tudo quanto o SENHOR ordenara..."

Não é só concluir as coisas. Ele fez muito mais do que isso, ele fez bem feito. Foi obra de artista. Ele seguiu o conselho de Eclesiastes 9.10 "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma." 

Recebeu a repreensão de Eclesiastes 10.18 "Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja."

E foi obediente à instrução de Eclesiastes 11.6 "Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas."

Os diplomas acadêmicos dos EUA podem ser dados de forma simples, ou com as inscrições douradas CUM LAUDE ou SUMMA CUM LAUDE ("Com Louvor!" Ou "Com Muito Louvor!). O que você gostaria que viesse escrito no seu diploma?

III – BEZALEL PERMANECEU FIEL À SUA POSIÇÃO

"Fez Bezalel tudo quanto o SENHOR ordenara a Moisés"

 Mesmo com todos os seus talentos, qualidades e realizações, Bezalel reconhecia a sua posição diante de Deus. Ele era o mestre de obras, o chefe da produção, o artista-mor, mas não era o arquiteto. Este era Moisés. Bezalel fez o que o SENHOR ordenava a Moisés.

Conhecer nossas limitações e as fronteiras de nossa responsabilidade e autoridade, estabelecidas por Deus, é uma grande sabedoria, e nos evita muito problemas. Se vamos crescer, é melhor esperar no SENHOR. Como Josué que teve que esperar que Moisés morresse para liderar Israel. Até isso Bezalel nos ensina! Vamos aprender?

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;


Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz". Eclesiastes 3.1-8

Que Deus te abençoe!!

Êxodo 34 - O rosto de Moisés resplandece - Deus não se importa com a aparência, o que conta para Deus é o coração









Tudo começa com um comportamento específico de Moisés, destacado (e condenado) pelo apóstolo Paulo:

“E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3.13,18)

Ao dizer “não somos como Moisés”, o apóstolo Paulo não está falando de uma virtude do grande libertador de Israel. Essa seria a parte fácil de entender na vida e no comportamento de Moisés. Ele foi o maior vulto do Antigo Testamento. Alguém de quem Deus disse estar acima dos profetas. Alguém que profetizou a vinda do Messias nos seguintes termos: “Deus há de levantar um profeta semelhante a mim”.

O fato é que Paulo está apontando para um erro desse grande líder. Ele fala claramente de uma atitude de fingimento, de falta de transparência. Na verdade, esta é a razão que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, atribui ao uso do véu por parte de Moisés.

E este erro não é exclusividade de Moisés; na verdade, é algo que todo líder (para não dizer todo cristão), em algum momento, também se encontrará lutando para não cometer.

POR QUE MOISÉS COBRIA O ROSTO?

Quando criança, debaixo da influência dos ensinos da escola bíblica dominical, eu achava que Moisés punha o véu sobre seu rosto para que as pessoas não se assustassem com seu rosto brilhando… ou seja, para que não vissem a glória! Mas Paulo desmente este mito e afirma que a razão do uso desse véu por parte desse grande líder era justamente o contrário: para que os israelitas não vissem que a glória estava sumindo!

Ao olharmos atentamente para o relato bíblico no livro de Êxodo, isto fica bem claro:

“Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele. Olhando Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que resplandecia a pele do seu rosto; e temeram chegar-se a ele. Então, Moisés os chamou; Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele, e Moisés lhes falou. 

Depois, vieram também todos os filhos de Israel, aos quais ordenou ele tudo o que o Senhor lhe falara no monte Sinai. Tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto. Porém, vindo Moisés perante o Senhor para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, viam que a pele do seu rosto resplandecia; porém Moisés cobria de novo o rosto com o véu até entrar a falar com ele.” (Êxodo 34.29-35)

Embora as pessoas tenham se assustado ao ver o rosto de Moisés resplandecendo, o texto sagrado nos revela que ele lhes falou de cara limpa, sem véu algum. O homem de Deus colocou o véu somente depois de falar aos israelitas. 

E fez isto não só na primeira vez em que seu rosto brilhou; toda vez que ele saía da presença do Senhor o comportamento se repetia: 1) falava ao povo as palavras de Deus; 2) o povo via que seu rosto brilhava; 3) depois de falar e do povo ver que seu rosto brilhava, Moisés cobria a face com um véu até entrar na presença do Senhor e de novo sair com a cara resplandecente da glória divina.

A razão apresentada por Paulo na Epístola aos Coríntios é que Moisés não queria que os israelitas vissem que a glória estava sumindo. Aquela manifestação de glória experimentada pelo homem de Deus não era permanente. 

Cada vez que esse grande líder de Israel entrava na presença de Deus, recebia uma “recarga” de glória. Mas entre uma ida e outra, a glória desvanecia. E Moisés, como líder que já havia aparecido em público com o rosto brilhando, não queria que as pessoas vissem que a glória estava sumindo.

Para muitos líderes, depois de terem brilhado diante do povo, a grande dificuldade é serem vistos sem glória, sem unção. Há, dentro de muitos de nós, uma desesperada disposição de esconder nossas fraquezas e limitações. Esta é uma das “doenças” que pode atingir os líderes: o complexo de super-herói. 

Quando estamos cheios da glória exibimos o rosto resplandecente para todo o mundo; quando não temos, encobrimos o rosto (com um véu de engano) para que as pessoas pensem que ainda estamos brilhando – mesmo que, de fato, já não estejamos.

Este erro tem nome: dissimulação. E penso que pior do que errar é querer encobrir isso! Essa atitude é antiga; começou com Adão e Eva. A dificuldade do primeiro casal em admitir seu pecado fez com que eles se escondessem:

“Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim”. (Gênesis 3.7,8)

Este parece ser um padrão de comportamento do ser humano desde o início da humanidade. E repetidamente é visto na vida de líderes que, mais do que qualquer outra pessoa, devido ao seu nível de exposição pública e da responsabilidade de serem homens (ou mulheres) de Deus, não querem que ninguém, nunca, veja qualquer traço de fraqueza ou pecado em suas vidas.

Foi exatamente isto o que aconteceu com Davi. Ele cometeu pecado ao adulterar com Bate-Seba, mas isto não ofuscaria sua imagem até que a mulher lhe deu a notícia da gravidez resultante do erro deles. Então, a tentativa de encobrir o pecado cometido só deixou pior a situação. 

O pecado progride de adultério a homicídio, com a consequente perda do filho gerado (2 Samuel 11.6-25). Se o rei Davi tivesse reconhecido seu pecado, em vez de fazer de tudo para esconder seu erro, a história teria sido bem diferente e as consequências não tão graves.

Mas, como o homem que foi visto como herói nacional, aquele que as mulheres recebiam com cânticos em seu retorno das guerras, o ungido de Deus, seria avaliado pelo povo que liderava quando se mostrasse sem o brilho de Deus em sua vida?

É lógico que o líder deve ser exemplo, modelo para o rebanho, e que deve cuidar para não perder nunca o exemplo. Ele deve vencer suas fraquezas; o que ele não pode é tentar esconder as fraquezas que já o venceram!

Quando um líder cristão esconde uma fraqueza, uma limitação (e nem estou falando de pecado agora), sua atitude pode parecer qualquer outra coisa, mas ainda é dissimulação!

O apóstolo Pedro, um homem de grande estatura espiritual, uma das colunas da Igreja, quando esteve em Antioquia, acabou demonstrando esta inclinação ao fingimento para que sua imagem não ficasse “arranhada” diante dos demais líderes em Jerusalém:

“Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão. 

E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos: se, sendo tu judeu, vives como gentio e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2.11-14)

O assunto em questão não era esconder um pecado; somente um ponto de vista, uma opinião, um nível de liberdade que Pedro desfrutava no relacionamento com os gentios e que, obviamente, os irmãos que vieram de Jerusalém a Antioquia não concordavam. O que Pedro fez foi denominado por Paulo como um ato de dissimulação, de fingimento. Ele ainda destaca o fato de que “não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho”.

Assim como outros homens de Deus, como Moisés e Davi, o apóstolo Pedro estava preocupado com sua imagem. O que diriam a seu respeito se soubessem do convívio com os gentios? Líderes tendem a não querer mostrar fraqueza, mesmo se nem for fraqueza de fato, se só puder ser interpretada como tal.

Mas ao dizer “não somos como Moisés, que punha véu sobre a face”, Paulo mostra que, por haver entendido as consequências deste ato, ele preferiu agir com absoluta honestidade em todo o seu comportamento cristão:

“Mesmo que eu preferisse gloriar-me não seria insensato, porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito mais do que em mim vê ou de mim ouve”. (2 Coríntios 12.6 – NVI)

Ao examinar o contexto desta afirmação, vemos que Paulo estava falando sobre suas experiências com as visões celestiais. Em outras palavras, o apóstolo estava declarando: “Eu poderia impressionar as pessoas contando minhas experiências com Deus, mas não quero que o conceito delas a meu respeito se baseie nisso. 

Quero que só pensem acerca de mim o que pode ser visto, de forma simples, no convívio diário”. Ele diz claramente: “Eu evito que pensem que sou mais do que aquilo que realmente sou”.

Penso que entendo um pouco dessa atitude de Paulo, observando o exemplo de um pastor muito amigo meu: o Francisco. Quando eu tinha apenas três anos de idade, ele teve uma experiência extraordinária. Foi arrebatado em espírito por sete dias! 

Deitou-se para dormir num domingo à noite e, de repente, um anjo entrou em seu quarto declarando ter sido enviado da parte do Deus Altíssimo com o propósito de mostrar-lhe algumas coisas; tomou-o pela mão e partiu para o que gosto de chamar de um “tour celestial”. 

O Francisco “voltou” desse arrebatamento uma semana depois, na tarde do próximo domingo. A família, durante esse período, e devido ao fato do Francisco não acordar, chegou a chamar um médico que, ao examiná-lo, disse que todos os sinais vitais estavam bem e os aconselhou a esperar.

As coisas que o pastor Francisco viu e ouviu durante esse tempo são surpreendentes. Quando conheci esse querido irmão e soube dessa experiência, questionei porque ele quase não falava sobre isso. Ele me respondeu que fomos chamados para pregar a Palavra de Deus, não nossas experiências.

 Insisti que as experiências poderiam ser contadas como uma forma de ilustrar e aplicar as verdades bíblicas, não de substituí-las, e, na impetuosidade comum à mocidade, disparei: “Se fosse eu que tivesse passado sete dias no céu, já teria escrito um livro”. 

Diante disto, o Francisco apenas rebateu: “É por isso que você nunca foi. Esse tipo de experiência não é para fofoqueiro como você”. Minha vontade era dizer: “Desculpe a vergonha que passei”, mas entendi que o silêncio era a melhor forma de encerrar aquela conversa…

Compartilhei isso porque, à semelhança de Paulo, o pastor Francisco me ensinou muito sobre não fazer os outros pensar que somos mais espirituais do que o que realmente somos. Ele sempre me dizia que o “o homem de Deus” que ele era tinha que ser visto na simplicidade do relacionamento diário, não numa encenação exagerada de espiritualidade.

Diferente de Moisés, e de muitos de nós, Paulo preferia tirar a máscara e se apresentar da forma mais sincera e autêntica possível. E há uma razão para esta postura firme do apóstolo, que abordaremos melhor mais à frente: sem transparência e honestidade não há transformação!

O apóstolo Paulo valorizava muito este princípio, não só em sua própria vida como também na vida daqueles em que investia no discipulado. Muitas eu me perguntava: o que Paulo viu em Timóteo que o atraiu tanto? 

Esse discípulo precisou ser encorajado várias vezes a não negligenciar os dons que recebeu, a não deixar ninguém desprezá-lo pelo fato de ser jovem, e, além disso, não temos registros históricos de grandes conquistas ministeriais da parte dele. 

Então, o que será que Paulo enxergou nele que produziu uma identificação tão grande? Hoje a resposta me parece clara: uma fé sem hipocrisia:

“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.” (1 Timóteo 1.5)

Outras versões usam as expressões “fé sem fingimento” ou “fé sincera”. Em sua segunda epístola a Timóteo, Paulo destaca novamente a fé sem hipocrisia (2 Timóteo 1.5), desta vez atribuindo-a diretamente à pessoa de Timóteo. Isto tudo mostra o quanto o apóstolo levava a sério a questão da transparência, da honestidade e da autenticidade.

AS CONSEQUÊNCIAS DE SE COBRIR O ROSTO

Algo assustador que percebo no ensino de Paulo, e que deve servir de forte advertência contra o uso do véu sobre o rosto, é que o “véu do engano” que um líder usa pode ser transmitido para os seus liderados e discípulos:

“Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.” (2 Coríntios 3.14-16)

Observe a expressão “o mesmo véu permanece”. O apóstolo Paulo escreveu essa epístola cerca de mais de um milênio e meio depois de Moisés. 

No entanto, ele diz que “até os dias de hoje” o “mesmo véu permanece”. É lógico que ele não está falando do mesmo pedaço de pano físico usado pelo grande legislador de Israel. Até porque o texto diz que “o véu está posto sobre o coração deles”, afirmação que concede uma conotação espiritual a esse véu.

A Palavra de Deus nos revela que a atitude de fingimento de Moisés passou a operar (na forma de engano espiritual) no coração dos israelitas – que se orgulhavam de ser discípulos de Moisés (João 9.28). Líderes que decidem andar em dissimulação podem estar transferindo um péssimo legado aos seus liderados e discípulos.

Por outro lado, também encontramos na Bíblia o fato de que uma “fé sem fingimento” também pode ser transmitida de geração em geração:

“Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.” (2 Timóteo 1.5)

A fé sem fingimento que Paulo elogia na vida de Timóteo, seu filho espiritual, vinha sendo transferida por diferentes gerações: da avó Lóide para a mãe Eunice e, finalmente, da mãe Eunice para o filho Timóteo. Esse é o legado que os pais deveriam transmitir aos seus filhos e que cada líder deveria transferir aos seus liderados.

Essas consequências, ao meu entender, já deveriam trazer suficiente temor aos nossos corações de modo a que não venhamos incorrer no mesmo erro de Moisés. Entretanto, há um motivo que deveria gerar ainda mais temor aos que recorrem ao uso do véu em seu rosto. É que, sem desvendar o rosto, não há transformação a ser experimentada pelo poder de Deus.

A GLÓRIA VEM QUANDO SE REMOVE O VÉU

A transformação só acontece com o rosto desvendado. Se não “tirarmos a máscara”, seguramente o poder transformador operado pelo Espírito Santo não irá se manifestar:

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2 Coríntios 3.18)

Você já percebeu a intensidade e a velocidade de transformação que se dá na vida de um novo convertido? Porém, em algum momento na caminhada, o processo de transformação e mudança de vida começa a estagnar. E não é porque o processo – de se conformar com a imagem de Jesus – já tenha se completado!

Depois de mais de vinte anos de ministério, observando o comportamento dos cristãos, posso dizer que isso é um fato. A transformação na vida dos crentes em geral parece perder sua força com o passar do tempo. 

E penso que uma das grandes razões para isso é que, no início da vida cristã, após a conversão, todos reconhecem as áreas que precisam tanto de mudança e se alegram por toda transformação alcançada (e até testemunham). 

Porém, depois de um tempo e de muitas vitórias alcançadas, quando o crente começa a ser reconhecido pelos seus irmãos como alguém mais maduro e espiritual, a tendência é não ser mais tão transparente ou sincero a respeito das falhas. E isso vem desde os tempos bíblicos!

Observe, por exemplo, o que aconteceu quando a Palavra de Deus foi pregada em Éfeso:

“E muitos dos que haviam crido vinham, confessando e revelando os seus feitos. Muitos também dos que tinham praticado artes mágicas ajuntaram os seus livros e os queimaram na presença de todos; e, calculando o valor deles, acharam que montava a cinquenta mil moedas de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.” (Atos 19.18-20)

Por que a Palavra de Deus crescia e prevalecia em Éfeso?

Não foi apenas porque foi pregada, e sim, porque as pessoas, depois de receberem a pregação, reconheciam e até mesmo confessavam publicamente os seus pecados! Estude cada avivamento na história e você descobrirá que houve confissão de pecados. Este é o ponto. Quando as pessoas reconhecem suas fraquezas, o poder do Espírito Santo pode se manifestar nelas. Isso é doutrina bíblica!

Deus só opera o seu poder transformador quando reconhecemos as áreas problemáticas, e apenas naquela área que admitimos nossos pecados. Veja o que aconteceu com o profeta Isaías quando teve uma visão do Senhor no templo:

“Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! 

Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado”. (Isaías 6.5-7)

Já ouvi muitas vezes a pergunta: “qual o mistério do toque na boca?” E sempre respondo que não há nenhum mistério; foi a oração que o profeta fez reconhecendo impureza em seus lábios. 

Se a oração de Isaías fosse “sou um homem de olhos impuros”, então o toque santificador viria sobre os olhos. Meus filhos, em um de nossos cultos domésticos, afirmaram que, seguindo essa lógica, alguns crentes precisam de um “banho de brasas”!

Essa é uma verdade bíblica incontestável. Deus só age nas áreas em que reconhecemos nossos pecados. O Senhor Jesus ensinou sobre este princípio:

“Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam. 

Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores? Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.” (Marcos 2.15-17)

Quando, nesta alegoria, Jesus se compara a um “médico”, está falando de si como Salvador; quando fala do “doente” (que precisa da cura do médico) está falando do pecador (que precisa do perdão do Salvador). 

Porém, quando fala do “são”, não está se referindo a alguém que, por ser justo não precise do Salvador, pois as Escrituras abordam este assunto com clareza: “como está escrito: não há justo, nem sequer um” (Romanos 3.10). 

Se não há ninguém que possa ser justo sem Cristo, quem é esse “são” que não precisa de médico na parábola contada por Jesus? O texto não fala de alguém que seja realmente “são” (justo), mas de alguém que, porque acha que é justo, não reconhece a necessidade do Salvador. Ou seja, não há salvação sem arrependimento e reconhecimento de pecados.

E assim como na conversão, este princípio permanece em toda a vida cristã. Quando desvendamos o rosto, somos transformados. Quando dissimulamos, aparentando não ter pecado algum, a transformação simplesmente não pode acontecer. 

O Espírito Santo só manifestará seu poder transformador naquelas áreas que expusermos a Ele de forma sincera e honesta. Porém, além de reconhecer fraquezas diante de Deus (que já sabe delas, quer a gente admita ou não), também vejo a necessidade de fazermos isso diante dos homens.

Há uma diferença entre confessar seus erros a Deus e fazê-lo aos homens. Podemos afirmar que o perdão vem com a confissão do pecado a Deus; mas a cura vem com a confissão do pecado aos homens:

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. (Tiago 5.16)

Os protestantes, em nome da Reforma, e no zelo de restaurar as verdades bíblicas abandonadas pela Igreja, saíram de alguns extremos para outros. Alguns grupos evangélicos decidiram “jogar fora o nenê junto com a água suja da banheira”. E uma das áreas onde criamos confusão foi na questão da “confissão de pecados”.

Sabemos, pelo ensino bíblico, que se alguém confessa seu pecado diretamente a Deus, receberá o perdão de seu pecado. Condicionar o perdão divino só ao perdão de um sacerdote – ou quem quer que seja – não está em linha com as Escrituras Sagradas. Entretanto, em nome de se consertar desvios doutrinários, criamos outros desvios!

Por exemplo, o apóstolo Tiago está falando sobre confessarmos os nossos pecados uns aos outros; o texto não fala de confissão na vertical – a Deus – e sim de confissão na horizontal – aos nossos irmãos. Quando confessamos nossos pecados ao Senhor, recebemos perdão:

“Se confessarmos os nossos pecados, ELE é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1.9)

Mas o texto de Tiago fala de uma confissão de pecados que fazemos “uns aos outros” e com um propósito diferente de ser perdoado (o que acontece quando confessamos a Deus): “para serdes curados”. Quando expomos a outros irmãos áreas de erro e pecado em nossas vidas estamos nos abrindo para receber CURA. Não é a vontade de Deus apenas continuar sempre perdoando alguém do mesmo pecado; mais do que isso, o Senhor quer dar a essa pessoa vitória sobre esse pecado!

Já vi, por exemplo, inúmeras situações de irmãos que estavam tendo problemas com pornografia e que contam, todos eles, a mesma história. Permaneceram, por muito tempo, chorando e confessando diante de Deus suas quedas nessa área; mas somente quando abriram com outros o seu problema é que finalmente alcançaram vitória sobre esse tipo de pecado.

É por isso que a religiosidade é tão danosa. Além de perpetuar a mentira – que tem como pai o próprio diabo – a pessoa que finge uma espiritualidade que não tem entra em uma condição de estagnação na vida espiritual em que não poderá haver transformação.

Por outro lado, é quando admitimos e reconhecemos as fraquezas que o poder de Deus pode, então, se manifestar e operar em nossas vidas:

“Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2 Coríntios 12.9,10)

Que tremenda definição de graça: o poder (de Deus) que se aperfeiçoa na fraqueza (as nossas)! O apóstolo está dizendo que aprendeu a ter prazer em reconhecer suas fraquezas e limitações, pois esse é o caminho para que o poder de Deus opere em nossas vidas.

Caminhar com o rosto desvendado não nos liberta apenas do alto custo (espiritual e emocional) de se viver de “teatro”, mas ainda permite que sejamos trabalhados e transformados pelo Senhor.

RASGANDO O CORAÇÃO E NÃO AS VESTES

É tempo de tirar as máscaras, remover o véu do rosto e andar em honestidade e transparência. Essa é a essência do verdadeiro arrependimento e o anseio que deve reinar em todo coração que deseja render-se totalmente a Deus. Penso que era disso que o profeta Joel, pelo Espírito Santo, falava aos israelitas de seus dias:

“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.” (Joel 2.12,13)

Uau! Rasgar o coração e não as vestes! O que a Bíblia está dizendo?

O hábito dos hebreus de rasgar as vestes para mostrar, em público, as vestes de luto que, até então, estavam escondidas, é mostrado repetidas vezes nas Escrituras. Vejamos um exemplo:

“Quando o rei ouviu as palavras da mulher, rasgou as próprias vestes. Como estava sobre os muros, o povo viu que ele estava usando pano de saco por baixo, junto ao corpo.” (2 Reis 6.30 – NVI)

O rei de Israel saiu em público vestido normalmente e, de repente, rasgou as vestes comuns para mostrar que, de fato, estava de luto. Os seus verdadeiros sentimentos por toda a crise que atravessavam foi manifestado quando ele rasgou suas vestes. Era uma forma de dizer: “Vocês estão me vendo com roupas normais, mas meu interior está de luto!”

Através do profeta Joel, Deus pediu que os israelitas rasgassem o coração (para mostrar o seu real estado) como prova de arrependimento. A sinceridade e a transparência têm grande poder na luta com o pecado! O Senhor queria que o seu povo mostrasse como realmente estava o interior, pois Ele não se importa com a aparência; o que conta para Deus é o coração.

“O Senhor, contudo, disse a Samuel: Não considere a sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.” (1 Samuel 16.7)

O homem tenta manter a aparência porque é assim que os outros homens o veem e medem. Deus quer do homem a transparência não somente pelo fato d’Ele já conhecer o nosso coração, mas, também, porque quer que nós aprendamos a mostrar o nosso interior aos homens (que não podem vê-lo).

Que o entendimento dessas verdades nos ajude a abandonar qualquer expressão de hipocrisia de modo a, pela graça de Deus, andarmos como Paulo: com o rosto desvendado. Concluo com as palavras de Thomas Watson: “É melhor desmascarar nossos pecados antes que eles nos desmascarem”.

                                                  
                                                            Rosto desvendado - por Luciano Subirá

O que é dele, é seu e o que é seu, é dele! #Novela Gênesis | Capítulo 61

  ( “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gênesis 2.24). Ser uma só carne ...